As cores já eram centro de discussão muito antes do que se imagina. Há registros do século IV aC em que o filósofo Aristóteles falava sobre o azul e o amarelo como cores primárias, relacionando as cores com as polaridades do cotidiano: sol e lua, masculino e feminino.
Até que entre os séculos XVII e XVIII, Newton criou uma teoria para as cores, quando descobriu que a luz branca, ao passar por um prisma, separava-se em diversas cores. Mais tarde descobriu-se que a mistura e suas combinações resultaram em outros tons.
Porém, a partir de seu espectro de cores, outras teorias surgiram, como a do artista alemão Johann Wolfgang von Goethe – esse sim, passou a explorar o impacto psicológico das cores no humor e nas emoções.
A historiadora de arte, escritora e curadora Dra. Alexandra Loske disse em um artigo para o Antoine Simon Fine Art Advisory, empresa de consultoria de arte do Reino Unido, que depois de Goethe, a teoria “passou a ser sobre qual emoção as cores podem desencadear ligadas aos sentidos e sensibilidades”, em oposição ao radicalismo inicial apresentado por Newton.
Segundo ele, a cor não depende somente da luz e do ambiente, mas também da percepção que temos do objeto. A identificação dos tons é subjetiva, porém os efeitos das cores são universais. As cores quentes, como vermelho, amarelo e laranja são dinâmicas e estimulantes; já as cores frias, como azul, roxo e verde, possuem propriedade calmante, são suaves e estáticas.
Segundo Ana Cristina Gomes, o amarelo desperta a criatividade. É uma cor muito indicada para quarto infantil (sem muitos exageros) e ambientes de escritório, pois simboliza leveza e otimismo. Ele harmoniza bem com azul, verde, cinza e marrom. Luciane Mota acrescenta que o amarelo é um tom de alerta. “Desta forma, não aconselho usar em ambientes onde se espera ter relaxamento”, afirma.
Laranja
O laranja é uma cor acolhedora e que inspira entusiasmo, gentileza e otimismo. A cor é indicada para sala de visita e de TV. “Para usar no ambiente de trabalho, é ótima para locais de reuniões, pois desperta a atenção e espanta a preguiça”, sugere Ana Cristina Gomes. O laranja harmoniza bem com cores neutras: marrons, beges e cinzas.
Branco
O branco, de acordo com Ana Cristina Gomes, é responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa. A cor sugere pureza e cria impressão de luminosidade, além de transmitir ideia de frescor e calma. É indicado para ambientes hospitalares e pequenos, pois transmite sensação de amplitude. É um tom neutro e harmoniza bem com qualquer cor.
Lavanda
A cor lavanda transmite tranquilidade. Segundo Ana Cristina Gomes, indicada para o quarto, principalmente se a pessoa é mais agitada, pois é um tom que acalma. Também é indicada para lavabos e para deixar o ambiente mais clássico. Harmoniza bem com tons de roxo, rosa e azul.
Azul
O azul é uma cor relacionada ao elemento água e faz lembrar a natureza. Além disso, é um tom que transmite tranquilidade, segurança e descanso. “Indicado para quartos, principalmente se a pessoa estiver mais agitada, pois acalma a mente, reduzindo a pressão arterial”, diz Ana Cristina Gomes. Essa cor harmoniza com tons lilás, amarelo, bege e cinza.
Preto
O preto é uma cor que inspira elegância e sofisticação. Além disso, representa poder, formalidade e seriedade no ambiente de trabalho. “Muitas vezes, se usada em demasia, por ser escura, pode deixar o ambiente fechado demais ou trazer tristeza”, afirma Luciane Mota. Assim como o branco, é também uma cor neutra e harmoniza com qualquer cor.
Verde
O verde é outra cor que remete à natureza. Além de estimular a tranquilidade, ele traz a sensação de esperança, saúde, liberdade e vitalidade. Segundo Ana Cristina Gomes, é um tom bastante indicado para o quarto, pois transmite calma e tranquilidade. Além disso, ele harmoniza com as cores bege, cinza e marrom.

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